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Prevenção a Recaída no uso de Álcool e outras Drogas (Parte 2)
Prevenção a Recaída no uso de Álcool e outras Drogas (Parte 2)
Dando continuidade ao texto anterior, que abordou o tema de Prevenção a Recaída no uso de Álcool e outras Drogas, este tratará de um Plano de Prevenção a Recaída, o que é fundamental para que o adicto se mantenha em processo de recuperação.
Este plano de Prevenção e Recaída é uma receita que deve ser seguida para identificar os sinais de aviso inicial de um possível uso e conseguir interromper a recaída, caso ela surja. Todo o processo de recuperação exige um autoconhecimento por parte do adicto – este também não é diferente, pois há uma necessidade de que o adicto busque, constantemente, o seu estado de estabilização, ou seja, que consiga ter o autocontrole dos sentimentos e de seu comportamento. Esta é a primeira e a principal etapa – controle dos pensamentos, das emoções, da memória, de seus julgamentos e de seus atos. É necessário a busca constante desta estabilização ou o retorno a ela. 
Estando em equilíbrio é passado para o momento de avaliar e entender, com a ajuda de terceiros, o que ocasionou o episódio da recaída. É importante que este momento seja feito quando se está em total equilíbrio emocional, para que os sentimentos emergidos das lembranças, não sejam fatores que levem a uma nova recaída. Assim, o objetivo desta 2ª etapa é revisar a história de uso das drogas e buscar identificar os sinais de avisos, além dos sintomas que sentiu durante os períodos de abstinências anteriores. É fundamental identificar o que foi feito de errado e o que poderá ser feito para melhorar as chances de sobriedade permanente.
Um outro aspecto importante é conhecer o processo de recaída (3ª etapa), pois para se previr, nada melhor do que entende-lo. Assim, quanto mais ferramenta tiver, melhor. É necessário buscar a maior quantidade de informações sobre as drogas que conseguir, sendo que essas poderão ser encontradas em livros, palestras, cursos, NA e outras fontes que abordam o tema.
Após estar estável, feito uma boa avaliação e informado sobre o assunto, faz-se necessário identificar e aprofundar sobre os sinais de aviso – 4ª etapa (anteriormente você já os identificou, mas agora irá aprender a trabalhar com eles). Esses sinais de aviso são os alertas que dizem se existem problemas com a sobriedade. Cada indivíduo tem o seu conjunto de sinais, portanto, esta tarefa deve ser feita por cada adicto, pois nem sempre o que leva a recaída de uma pessoa, será o mesmo da outra. Neste momento deve-se criar uma lista com todos os sinais identificados – tendo como parâmetro a própria experiência vivida. De todos os sinais identificados, o adicto deverá eleger 5 (cinco) para começar a trabalhar com eles. Lembrando que esta lista vai indicar, através dos sinais, as reais possibilidades de iniciar uma recaída, portanto, é importante escolher bem esses cinco sinais.
O próximo momento (5ª etapa) será de elaborar planos para prevenir e parar com os sinais de aviso, pois como vimos, cada sinal é um problema que precisa ser resolvido. Após identificar o sinal, é necessário fazer a seguinte pergunta: Como posso evitar que este problema aconteça? Esta pergunta deve ser feita a todos os sinais encontrados. A pergunta lhe fornecerá várias respostas, portanto, estabeleça a resposta que achar mais adequada ao problema apresentado – esta será a resposta que deverá ser dada quando perceber o sinal de recaída. Cada resposta deverá ser praticada várias vezes, até que ela se torne um hábito do dia-a-dia. Caso ela venha a falhar, a descarte e encontre uma mais eficaz e estabeleça um plano novo.
Para quem já está habituado com o Programa dos 12 passos do NAA, um dos passos apresentados é sobre fazer o inventário (6ª etapa) de sua vida. Nesta próxima etapa deste Plano de Prevenção não será muito diferente; entretanto, será preciso fazer um inventário duas vezes ao dia (de manhã, ao sair da cama e à noite, antes de dormir) para que consiga perceber os primeiros sinais de alerta de uma possível recaída e também os comportamentos que deve emitir para voltar ao controle da situação – ao equilíbrio.
Pela manhã dedique de 5 a 10 minutos para refletir sobre os seus planos naquele dia, quais seriam suas tarefas, com quem tenho compromisso... algumas perguntas que ajudam nesta preparação são: “Estou preparado para este dia? ”; “O que posso fazer, de modo que me ajude fisicamente e emocionalmente a enfrentar os desafios do dia e a me manter sóbrio? ”.
Á noite, antes de dormir, reveja as tarefas feitas durante o dia. Perceba se foi tudo tranquilo ou se teve algo que não saiu como planejado e que precisa ser melhorado. “O que fiz para enfrentar os desafios do dia? ”; “Que fraqueza ficou aparente e como posso corrigir e melhorar os defeitos? ”. Reveja se todos os sinais que surgiram durante o dia estão em sua lista... Caso tenha surgido um novo, incorpore-o na lista e a mantenha atualizada sempre. Uma dica importante seria a confecção de um diário.
A sétima etapa consiste na revisão do programa de recuperação atual de ter a certeza de que, caso surja algum sinal, consiga resolver. As perguntas básicas que permeiam esta etapa são: “Você conhece sua adicção e sabe lidar com os sintomas? ”; “Presta atenção a todas as necessidades de saúde? ” – sua saúde precisa estar bem, não adianta focar na recuperação e esquecer de cuidar de outras coisas; “Está, realmente, se dedicando para se recuperar? ”. A partir disso desenvolva um novo programa baseado no que funcionou e no que não funcionou.
Embora a recuperação seja de responsabilidade do adicto, ela não deve ser feita sozinha. Nesta oitava etapa está o envolvimento com os outros, que deverá ser um familiar ou um amigo próximo; enfim, pessoas que estejam em contato quase que diariamente. Converse com essas pessoas e explique sobre sua proposta de recuperação e os sinais que você listou. Diga a eles o que fazer caso algo aconteça ou se eles perceberem algo de errado com você. Essas pessoas deverão ser de sua confiança e que, realmente, lhe poderão ajudar quando necessitar. Eleja várias pessoas e eles formarão sua rede de intervenção.
E por fim, a necessidade constante de revisão do plano de prevenção de recaída é a 9ª etapa. Conforme seu crescimento e desenvolvimento os sinais poderão mudar e, portanto, novos planos deverão ser elaborados. Assim, é necessárias revisões regulares, pois a prevenção precisar se tornar um hábito e, para tanto, necessita do envolvimento e dedicação do adicto. É importante frisar novamente que, qualquer sinal de recaída pode ser o primeiro passo para voltar ao consumo das drogas.
E para concluir, é importante destacar que mesmo com um Plano de Prevenção de Recaída quase que perfeito, não se descarta o acompanhamento de um psicólogo e também do acompanhamento medicamentoso, até a liberação do tratamento por esses profissionais.
Prevenção a Recaída no uso de Álcool e outras Drogas (Parte 2)
Dando continuidade ao texto anterior, que abordou o tema de Prevenção a Recaída no uso de Álcool e outras Drogas, este tratará de um Plano de Prevenção a Recaída, o que é fundamental para que o adicto se mantenha em processo de recuperação.
Este plano de Prevenção e Recaída é uma receita que deve ser seguida para identificar os sinais de aviso inicial de um possível uso e conseguir interromper a recaída, caso ela surja. Todo o processo de recuperação exige um autoconhecimento por parte do adicto – este também não é diferente, pois há uma necessidade de que o adicto busque, constantemente, o seu estado de estabilização, ou seja, que consiga ter o autocontrole dos sentimentos e de seu comportamento. Esta é a primeira e a principal etapa – controle dos pensamentos, das emoções, da memória, de seus julgamentos e de seus atos. É necessário a busca constante desta estabilização ou o retorno a ela. 
Estando em equilíbrio é passado para o momento de avaliar e entender, com a ajuda de terceiros, o que ocasionou o episódio da recaída. É importante que este momento seja feito quando se está em total equilíbrio emocional, para que os sentimentos emergidos das lembranças, não sejam fatores que levem a uma nova recaída. Assim, o objetivo desta 2ª etapa é revisar a história de uso das drogas e buscar identificar os sinais de avisos, além dos sintomas que sentiu durante os períodos de abstinências anteriores. É fundamental identificar o que foi feito de errado e o que poderá ser feito para melhorar as chances de sobriedade permanente.
Um outro aspecto importante é conhecer o processo de recaída (3ª etapa), pois para se previr, nada melhor do que entende-lo. Assim, quanto mais ferramenta tiver, melhor. É necessário buscar a maior quantidade de informações sobre as drogas que conseguir, sendo que essas poderão ser encontradas em livros, palestras, cursos, NA e outras fontes que abordam o tema.
Após estar estável, feito uma boa avaliação e informado sobre o assunto, faz-se necessário identificar e aprofundar sobre os sinais de aviso – 4ª etapa (anteriormente você já os identificou, mas agora irá aprender a trabalhar com eles). Esses sinais de aviso são os alertas que dizem se existem problemas com a sobriedade. Cada indivíduo tem o seu conjunto de sinais, portanto, esta tarefa deve ser feita por cada adicto, pois nem sempre o que leva a recaída de uma pessoa, será o mesmo da outra. Neste momento deve-se criar uma lista com todos os sinais identificados – tendo como parâmetro a própria experiência vivida. De todos os sinais identificados, o adicto deverá eleger 5 (cinco) para começar a trabalhar com eles. Lembrando que esta lista vai indicar, através dos sinais, as reais possibilidades de iniciar uma recaída, portanto, é importante escolher bem esses cinco sinais.
O próximo momento (5ª etapa) será de elaborar planos para prevenir e parar com os sinais de aviso, pois como vimos, cada sinal é um problema que precisa ser resolvido. Após identificar o sinal, é necessário fazer a seguinte pergunta: Como posso evitar que este problema aconteça? Esta pergunta deve ser feita a todos os sinais encontrados. A pergunta lhe fornecerá várias respostas, portanto, estabeleça a resposta que achar mais adequada ao problema apresentado – esta será a resposta que deverá ser dada quando perceber o sinal de recaída. Cada resposta deverá ser praticada várias vezes, até que ela se torne um hábito do dia-a-dia. Caso ela venha a falhar, a descarte e encontre uma mais eficaz e estabeleça um plano novo.
Para quem já está habituado com o Programa dos 12 passos do NAA, um dos passos apresentados é sobre fazer o inventário (6ª etapa) de sua vida. Nesta próxima etapa deste Plano de Prevenção não será muito diferente; entretanto, será preciso fazer um inventário duas vezes ao dia (de manhã, ao sair da cama e à noite, antes de dormir) para que consiga perceber os primeiros sinais de alerta de uma possível recaída e também os comportamentos que deve emitir para voltar ao controle da situação – ao equilíbrio.
Pela manhã dedique de 5 a 10 minutos para refletir sobre os seus planos naquele dia, quais seriam suas tarefas, com quem tenho compromisso... algumas perguntas que ajudam nesta preparação são: “Estou preparado para este dia? ”; “O que posso fazer, de modo que me ajude fisicamente e emocionalmente a enfrentar os desafios do dia e a me manter sóbrio? ”.
Á noite, antes de dormir, reveja as tarefas feitas durante o dia. Perceba se foi tudo tranquilo ou se teve algo que não saiu como planejado e que precisa ser melhorado. “O que fiz para enfrentar os desafios do dia? ”; “Que fraqueza ficou aparente e como posso corrigir e melhorar os defeitos? ”. Reveja se todos os sinais que surgiram durante o dia estão em sua lista... Caso tenha surgido um novo, incorpore-o na lista e a mantenha atualizada sempre. Uma dica importante seria a confecção de um diário.
A sétima etapa consiste na revisão do programa de recuperação atual de ter a certeza de que, caso surja algum sinal, consiga resolver. As perguntas básicas que permeiam esta etapa são: “Você conhece sua adicção e sabe lidar com os sintomas? ”; “Presta atenção a todas as necessidades de saúde? ” – sua saúde precisa estar bem, não adianta focar na recuperação e esquecer de cuidar de outras coisas; “Está, realmente, se dedicando para se recuperar? ”. A partir disso desenvolva um novo programa baseado no que funcionou e no que não funcionou.
Embora a recuperação seja de responsabilidade do adicto, ela não deve ser feita sozinha. Nesta oitava etapa está o envolvimento com os outros, que deverá ser um familiar ou um amigo próximo; enfim, pessoas que estejam em contato quase que diariamente. Converse com essas pessoas e explique sobre sua proposta de recuperação e os sinais que você listou. Diga a eles o que fazer caso algo aconteça ou se eles perceberem algo de errado com você. Essas pessoas deverão ser de sua confiança e que, realmente, lhe poderão ajudar quando necessitar. Eleja várias pessoas e eles formarão sua rede de intervenção.
E por fim, a necessidade constante de revisão do plano de prevenção de recaída é a 9ª etapa. Conforme seu crescimento e desenvolvimento os sinais poderão mudar e, portanto, novos planos deverão ser elaborados. Assim, é necessárias revisões regulares, pois a prevenção precisar se tornar um hábito e, para tanto, necessita do envolvimento e dedicação do adicto. É importante frisar novamente que, qualquer sinal de recaída pode ser o primeiro passo para voltar ao consumo das drogas.
E para concluir, é importante destacar que mesmo com um Plano de Prevenção de Recaída quase que perfeito, não se descarta o acompanhamento de um psicólogo e também do acompanhamento medicamentoso, até a liberação do tratamento por esses profissionais.
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