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A Criança e a Figura do Papai Noel

18/02/2015 10:08

A Criança e a Figura do Papai Noel

 

Com a chegada do Natal, as crianças ficam ansiosas para a tão esperada comemoração. A sua casa toda enfeitada, nas escolas fazem desenhos sobre o tema e ficam felizes quando envergam o bom velhinho nos corredores de lojas ou nas ruas.

Acreditar em Papai Noel e outras fantasias são fundamentais para o desenvolvimento cognitivo de toda criança. Para eles tudo é novidade. É viver em um mundo de possibilidades... É algo que enriquece o raciocínio, a capacidade de criar, de pensar e de resolver problemas.

                A partir dos 2 anos, aproximadamente, a criança já começa a manifestar os seus sentimentos sobre o Natal. Quando ainda não sabem escrever pede aos pais para que façam cartinhas ao Papai Noel, indicando os presentes que desejam ganhar e o quanto foram comportados naquele ano. Ficam imaginando o momento que o velhinho vai deixar seus presentes embaixo da arvore de natal ou mesmo em suas camas.

                Vivenciar esta fantasia é muito gostoso, porem ai vem a grande duvida dos pais: Preciso contar a verdade? Como contar que o Papai Noel não existe?

                Essa transição, que é a descoberta da verdade pela criança, precisa ocorrer de forma natural. Conforme a criança vai crescendo, ela começa a perceber e a questionar sobre a existência dessa figura natalina. Geralmente, elas começam a abandonar a figura do bom velhinho naturalmente. A própria criança vai percebendo que algumas coisas não fazem sentido, como por exemplo, há vários papais noéis ou somente um? Qual é o verdadeiro? O Papai Noel nunca me entregou um presente, será que ele existe? Esses questionamentos começam a fazer parte do mundo da criança.

                Contudo, se a criança estiver mais velha, a partir dos 6 anos, e lhe questionar sobre a existência dele, você poderá devolver a pergunta à ela: Por que você está me perguntando isso? Quem disse que Papai Noel não existe? O que você acha? Diante das respostas da criança focar com ela um mundo real, mas dizer da importância das fantasias e dos sonhos.

Dê tempo ao tempo, ao longo da vida perdemos algumas fantasias e vivemos a realidade. Deixe com que a criança experimente um mundo de sonhos até a hora que ela estiver crescida o suficiente e achar necessário abandoná-lo.

Aprofundando um pouco mais nosso assunto a respeito de contar a criança sobre a existência do Papai Noel, acredita-se que não haja uma data para esta conversa. A descoberta de que o Papai Noel realmente representa é um passo importante na maturidade da criança e, descobrir isso, faz parte deste amadurecimento. Caberá aos pais não insistir em algo que a criança já percebeu, pois ela se sentirá enganada.

Falar sobre o que realmente o Natal representa é algo bem particular para cada família. Pois o Natal, a principio, é uma festa cristã, porém várias religiões comemoram essa data. Assim, esta festa tem um significado bem particular para cada família, assim como para cada criança, segundo as tradições e crenças familiares.

                Segue algumas dicas para algumas situações que possam ocorrer:

Ë Se você não acredita em Papai Noel e acredita não ser o melhor momento para falar com a criança sobre isso, deixe o tempo se responsabilizar por isto, ou aguarde até que você esteja preparado para conversar sobre o assunto. Porém, se estiver em uma festa em que as pessoas “vivenciam” o Papai Noel e neste ambiente houver crianças, respeite a vontade e as fantasias dessas pessoas.

ËQuando a criança for pedir um presente, verifique a possibilidade de ela escolher mais de uma opção, para o caso de não conseguir comprar a primeira opção da criança. Isto vai ajudar a criança escolher um presente que caiba no orçamento da família.

ËSe você não vai conseguir dar nada do que a criança deseja, ao menos dê algo, e diga que o Papai Noel não encontrou o presente que ela pediu ou que já tinha acabado na fábrica dele, por isso ele deixou aquele outro presente.

ËConverse com seu filho sobre a possibilidade de dar de presente para outras crianças os brinquedos antigos e conservados. Diga, por exemplo, que o Papai Noel não consegue achar todas as casas e que por isso é importante ajudá-lo para que as crianças ganhem presentes. E se seu filho é um dos que já sabem que Papai Noel não existe, mostre que essa atitude é importante para que outras crianças, assim como ele, ganhem presentes.

 

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